Quinta-feira, 29 de outubro de 2026

Cenipa conclui investigação sobre queda de helicóptero dos Bombeiros em Ouro Preto

Documento aponta que aeronave decolou com visibilidade reduzida e abaixo do limite permitido antes de colidir na Serra do Amolar.

Por Redação WebTV Brasilândia29/10/2026 às 08:403 min de leitura
Fonte: g1 Minas Gerais (Leia)
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Cenipa conclui investigação sobre queda de helicóptero dos Bombeiros em Ouro Preto
Imagem: g1 Minas Gerais

O laudo conclusivo do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos, apresentado em 28 de outubro de 2026, indica que a aeronave do Corpo de Bombeiros de Minas Gerais levantou voo com visibilidade de apenas 180 metros na cidade de Ouro Preto. Esse parâmetro ficou distante do mínimo estipulado de 1 quilômetro necessário para aquele modelo de missão. O choque, registrado em 11 de outubro de 2024 na região da Serra do Amolar, causou as mortes de quatro militares do Corpo de Bombeiros, além de um médico e um enfermeiro vinculados ao Samu.

Conforme o relatório, a opção por voar diante de condições meteorológicas desfavoráveis aliada a uma análise falha das ameaças geraram a batida no relevo. O helicóptero havia sido mobilizado com o objetivo de prestar socorro na queda de um monomotor no local. Anteriormente ao sinistro, os tripulantes aguardavam em solo que o tempo se firmasse, sendo que o piloto em comando chegou a solicitar condução por terra para resgatar a equipe, contudo o voo foi iniciado antes da chegada do transporte terrestre.

A apuração detectou deficiências na organização e no planejamento dos deslocamentos aéreos. O levantamento informa que a dupla de pilotos não realizou a capacitação em gerenciamento de recursos de tripulação programada para o ano de 2023, treinamento que não constava como exigência obrigatória pelo setor no período. Além disso, a investigação aponta que o comandante demonstrava sintomas de cansaço extremo e não existiam provas da aplicação real da gestão de riscos na estrutura.

A ocorrência recebeu do Cenipa a definição de voo controlado contra o terreno, modalidade em que o grupo a bordo colide com o solo sem identificar a situação de perigo a tempo de evitá-la. Diante disso, o órgão sugeriu à Agência Nacional de Aviação Civil a realização de inspeções nos mecanismos de gestão de segurança das equipes aéreas governamentais, além da divulgação dos aprendizados colhidos para prevenir episódios parecidos.

Na sequência do episódio, o Corpo de Bombeiros comunicou que paralisou temporariamente os serviços aéreos para reestruturar as rotinas de trabalho e revisar os protocolos internos. A corporação adicionou uma profissional de psicologia ao grupo e intensificou a instrução militar. O parecer emitido pelo Cenipa possui foco estritamente preventivo e não atribui responsabilidade penal ou civil sobre o fato.

Em Brasilândia, ao enfrentar situações de emergência ou deslocamentos em áreas rurais e na Serra Extrema sob tempo instável, a população deve buscar abrigo seguro e acionar o SAMU pelo 192 ou a Polícia Militar pelo 190.

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