Minas Gerais atinge marca de 351 queixas por assédio eleitoral no trabalho
O estado fica na segunda colocação no ranking nacional de denúncias de assédio eleitoral registradas pelo Ministério Público do Trabalho.

Até a manhã desta quinta-feira, o estado mineiro somou 351 notificações de assédio eleitoral no trabalho, de acordo com informações reveladas pelo Ministério Público do Trabalho. Desta forma, o território fica na segunda colocação nacional em quantidade de ocorrências, atrás somente de São Paulo, que possui 620 queixas. O Rio de Janeiro ocupa a terceira posição com 252 casos.
O avanço dos casos em solo mineiro aconteceu de maneira constante ao longo do período de eleições. Logo após o encerramento do primeiro turno, em 4 de outubro, a instituição registrava 110 ocorrências. Esse montante avançou para 212 ao fim do segundo turno, em 25 de outubro, até chegar ao patamar atual.
Durante o processo eleitoral, o Ministério Público do Trabalho em Minas Gerais emitiu 118 alertas para empregadores e moveu processos na Justiça do Trabalho em sete situações avaliadas como mais críticas. Na cidade de Bom Despacho, situada no Centro-Oeste do estado, a instituição acionou a Justiça em virtude de propaganda política no interior de uma fábrica de calçados. Ação parecida ocorreu contra uma siderúrgica localizada em Monsenhor Paulo, no Sul mineiro, apurada por suspeita de empregar o ambiente corporativo para direcionar preferências políticas.
No cenário de todo o país, a instituição contabilizou 3.396 queixas no ano de 2026, ultrapassando o volume apurado em todo o pleito do ano de 2022, que acumulou 3.373 registros. Com o objetivo de ampliar a abrangência da atuação fiscalizadora, o Ministério do Trabalho e Emprego começou a disparar avisos informativos pela Carteira de Trabalho Digital, instruindo os trabalhadores acerca dos meios existentes para registrar denúncias contra condutas abusivas.
As normativas legais determinam punições para companhias e patrões que recorrem a intimidações de demissão, cortes salariais ou constrangimentos para influenciar a decisão política dos empregados. A supervisão e o enfrentamento a tais abusos fazem parte de um pacto de cooperação técnica estabelecido entre o Tribunal Superior Eleitoral, a Justiça do Trabalho, o Ministério Público Eleitoral e o Ministério Público do Trabalho.
Para trabalhadores que enfrentam pressões ou abusos no ambiente laboral em Brasilândia de Minas, a orientação em caso de emergências envolvendo ameaças é acionar os canais competentes como a Polícia Militar pelo 190 ou buscar o Ministério Público do Trabalho.
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